quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Fica a dica!

            Antes de tudo, aviso aos navegantes que esse post em nada tem haver com psicologia, é mais um desabafo...

            Eu e as redes sociais... Confesso! Sou mesmo viciada em redes sociais... Viciada é um termo meio forte, vamos dizer: gosto muito!
            Enfim, as atuais redes sociais são uma vitrine de tudo o que acontece pelo mundo; mídias das mais diversas se valem delas para propagar a informação, quer seja útil ou não.
            Como já disse antes, eu levanto muito cedo e a primeira coisa que faço é dar uma olhadinha numa dessas redes. Hoje me chamou a atenção um vídeo que seria engraçado se não fosse trágico (desculpem o clichê); estava intitulado “o que você faria se descobrisse que seu filho usa Crocs?”, quem o postou ainda fez o seguinte comentário: “ô povinho sem instrução”, os demais o acharam cômico.
            Pois bem, assisti ao vídeo; todas as pessoas entrevistadas por esse suposto repórter sugeriram tratamento, terapia e por aí a fora; havia pessoas de todas as idades, inclusive uma se identificou como professor! É claro que todas as perguntas foram feitas de forma a induzir ao erro, mas eu pergunto: o que fez todas (eu repito: todas!) elas confundirem Crocs com Crack?
            Será realmente falta de instrução? Quem sabe pensar na possibilidade de que um filho pudesse realmente estar envolvido com drogas seja algo tão assustador a ponto de confundir os pensamentos?
            O fato é que, me perdoem aqueles que acharam o vídeo cômico, mas brincar dessa forma com uma questão tão séria é, pra dizer o mínimo, grotesco!
            Para os críticos de plantão; sim, eu também gosto de piadas! Gosto de humor inteligente, ácido às vezes, mas desprezo veementemente o escárnio de outro ser humano. A meu ver, assunto sério deve ser tratado como tal, fazer piada com a ignorância ou o despreparo alheio não é engraçado.

            Muitos irão dizer que pouco importa minha opinião, ok isso é verdade também, mas lembre-se, na próxima, o ridicularizado poderá ser você! Fica a dica!

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