O TDAH é uma doença inventada?
Essa
pergunta está em alta, muitas pessoas – inclusive profissionais – tem se
perguntado isso. Há aqueles que defendem fortemente sua existência e por outro
lado, aqueles que acreditam que suas características sejam apenas um modo “diferente”
de ser neste mundo.
O fato é
que, independente de sê-lo ou não; muitas pessoas se reconheceram em seus
critérios diagnósticos. E com base nisso, passaram a seguir algumas estratégias
para reduzir o prejuízo que acreditavam ser decorrentes do TDAH, e realmente há
diversos relatos de que houve significativa melhora em suas vidas.
Quanto à
medicação, isso já é outra história. Até onde se pode verificar, a ação do
metilfenidato ainda não é totalmente conhecida, tampouco seus efeitos
colaterais em longo prazo; por se tratar de um medicamento da família das
anfetaminas (parente da heroína) e por este atuar diretamente do sistema
nervoso cerebral, deve-se ter cautela em seu uso, mais especialmente, em
crianças.
A terapia medicamentosa
é, por vezes, de grande valia e mesmo necessária no tratamento de alguns
transtornos, mas mesmo nesses casos, não se está isento de seus efeitos
colaterais.
Assim, a
polêmica sobre o TDAH, apesar de parecer assustadora neste momento, traz
benefícios: haverá, com certeza, ampliação dos estudos e pesquisas a fim de comprovar
ou não sua existência. Até lá, para aqueles que aceitam a sua veracidade,
algumas mudanças ambientais e no comportamento em relação a essas crianças “superativas
ou desatentas” podem trazer bons resultados, e o melhor, sem contraindicações.
- rotina e organização são fundamentais para o
desenvolvimento de qualquer sujeito, crianças desatentas ou inquietas podem se
beneficiar ainda mais desse recurso;
- na hora de estudar, reserve um local onde a criança possa
fazê-lo de forma tranquila, sem outros estímulos; o quarto nem sempre é o
melhor lugar para isso, brinquedos, videogame ou televisão podem colaborar para
a falta de concentração e a não conclusão das tarefas;
- tarefas mais
complexas ou que exijam maior empenho para sua realização podem, às vezes,
desestimular ou dispersar a criança trazendo a ideia: “nunca vou conseguir
fazer isso”. Verifique a possibilidade de dividi-la em etapas menores e mais
simples;
- se necessário, crie um mural no local onde a criança
estuda, liste as tarefas, pontos importantes da matéria a ser memorizada;
- a atenção está diretamente ligada ao grau de interesse que
algo desperta na criança; se possível, alterne tarefas mais agradáveis àquelas
mais entediantes;
- por último, tenha paciência, não faça comparações e SEMPRE
elogie o progresso e as conquistas da criança.