quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Como todos os dias, levanto muito cedo e não resisto, tenho que dar uma espiadinha numa dessas redes sociais tão em moda hoje. Me deparei com o seguinte post (logo aí abaixo)...


            Havia, simplesmente, uma enxurrada de comentários; alguns estavam plenamente de acordo, alardeando a quantidade de mau caratismo existente nas novelas atuais e enaltecendo a boa leitura e os grandes nomes da literatura. Outros, no entanto – sempre tem a turma do contra! – se referiam a muitos livros, clássicos até, como também sendo exemplos, em maior ou menor grau, do mesmo contexto.
            Não estou aqui para defender nem um, nem outro; longe disso! Mas pensemos um pouco naquele velho ditado: “a arte imita a vida” ou será o contrário?
            O que estou tentando dizer é que livros, novelas, filmes ou séries – tanto faz – são apenas projeções daquilo que muitos de nós se deparam no dia-a-dia. Quem de nós nunca foi alvo de uma fofoca (maldade pura)? Quem nunca soube que a(o) amiga(o) foi traído? Quem é que nunca ouviu uma história de que fulano deu o golpe do baú? Quem nunca viu na própria programação televisiva a história de um grande golpe? Se você parar e puxar pela memória, verá que o que não falta são exemplos reais.
            Pois bem, é exatamente disso que eu estou falando! O que quer que vejamos nas novelas são exemplos exacerbados e estereotipados do nosso cotidiano; porque se não fosse assim, tais novelas não teriam a audiência que tem. No fundo aqueles que as assistem esperam que no final a mocinha seja feliz para sempre ao lado do mocinho; que o vilão pague por seus crimes e apodreça na cadeia; ou seja, estamos de volta a nossa velha e tão conhecida expectativa de que o bem vença o mal no final das contas.