Essa sempre
foi, e será, uma das maiores preocupações da maioria das mães; quer sejam
aquelas de primeira viagem, ou mesmo, as mais experientes. Qualquer mãe pode
dar conta de todas as necessidades do filho; mas se o problema for a
alimentação, não há mãe que não enlouqueça um pouco.
Num
primeiro momento de vida, o vínculo entre mãe e filho se estabelece na
amamentação; é nesse momento que além de alimentar, a mãe oferece ao filho
segurança, calor, abrigo; é ali que ela diz ao filho: “vou te proteger e suprir
todas as suas necessidades”. Por isso, quando a criança não quer se alimentar,
ou aceita apenas alguns poucos alimentos, a maioria das mães fica extremamente
angustiada e aflita. De forma inconsciente a mensagem que recebem é de que a
criança não está disposta a receber seu cuidado e amor.
A verdade é
que, após o primeiro ano de vida, é muito comum que algumas crianças
desenvolvam a chamada “seletividade alimentar”. A criança estabelece para si
uma dieta baseada num conjunto de alimentos, semelhantes entre si, quer seja
pela cor, sabor, textura ou modo de preparo; muitas vezes se negando a
apresentação de qualquer outro alimento que não faça parte desta lista
restrita.
A boa
notícia é que essa seletividade tem uma relação clara com a idade; ocorre com
maior frequência, do primeiro ano de vida até, mais ou menos, cinco anos;
depois, gradativamente se reduz até a vida adulta. Sim, mesmo os adultos
têm, em certo grau, alguma seletividade alimentar.
O
acompanhamento de perto do pediatra poderá verificar se, apesar dessa
seletividade alimentar, a criança está crescendo e se desenvolvendo adequadamente.
Exames complementares poderão verificar se há a carência de vitaminas, cálcio,
ferro ou algum outro nutriente importante e se há a necessidade de alguma
suplementação.
Em casa,
não faça das refeições um momento desagradável forçando a criança a comer o que
não quer, chantageando-a ou castigando-a por isso. Isso só fará com que ela
veja o fato de se alimentar como algo ainda pior.
Tente algumas
estratégias:
- pratos
coloridos sempre despertam a atenção das crianças, tente montá-los com os
alimentos que já fazem parte da dieta alimentar do seu filho, dê um aspecto
lúdico à hora da refeição;
- aos
poucos varie o modo como prepara esses alimentos; mudando a princípio, a
textura ou a cor de um mesmo alimento já pertencente à dieta. Por exemplo; se a
criança “adora” batata frita, lhe apresente a batata cozida, assada ou o purê
de batatas.
- no
começo, dê mais atenção à variação no modo de preparo de um mesmo alimento,
oferecendo-o mais vezes; e só depois, tente a inserção de um novo.
- os colegas da escola ou um grupo de amigos podem contribuir nesse processo; as crianças tendem a imitar seus pares. Aproveite essa oportunidade e convide alguns amiguinhos "bons de garfo" para almoçar em casa, junto com seu filho; isso despertará sua curiosidade em experimentar novos alimentos.
- os colegas da escola ou um grupo de amigos podem contribuir nesse processo; as crianças tendem a imitar seus pares. Aproveite essa oportunidade e convide alguns amiguinhos "bons de garfo" para almoçar em casa, junto com seu filho; isso despertará sua curiosidade em experimentar novos alimentos.
Esse é um
processo gradativo e que vai exigir dos pais um pouco de trabalho extra e uma
dose generosa de paciência. Mas tenha certeza que o resultado será compensador!

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