sábado, 28 de fevereiro de 2015

Meu filho não quer comer. Seletividade Alimentar na infância.





Essa sempre foi, e será, uma das maiores preocupações da maioria das mães; quer sejam aquelas de primeira viagem, ou mesmo, as mais experientes. Qualquer mãe pode dar conta de todas as necessidades do filho; mas se o problema for a alimentação, não há mãe que não enlouqueça um pouco.

Num primeiro momento de vida, o vínculo entre mãe e filho se estabelece na amamentação; é nesse momento que além de alimentar, a mãe oferece ao filho segurança, calor, abrigo; é ali que ela diz ao filho: “vou te proteger e suprir todas as suas necessidades”. Por isso, quando a criança não quer se alimentar, ou aceita apenas alguns poucos alimentos, a maioria das mães fica extremamente angustiada e aflita. De forma inconsciente a mensagem que recebem é de que a criança não está disposta a receber seu cuidado e amor.

A verdade é que, após o primeiro ano de vida, é muito comum que algumas crianças desenvolvam a chamada “seletividade alimentar”. A criança estabelece para si uma dieta baseada num conjunto de alimentos, semelhantes entre si, quer seja pela cor, sabor, textura ou modo de preparo; muitas vezes se negando a apresentação de qualquer outro alimento que não faça parte desta lista restrita.

A boa notícia é que essa seletividade tem uma relação clara com a idade; ocorre com maior frequência, do primeiro ano de vida até, mais ou menos, cinco anos; depois, gradativamente se reduz  até a vida adulta. Sim, mesmo os adultos têm, em certo grau, alguma seletividade alimentar.

O acompanhamento de perto do pediatra poderá verificar se, apesar dessa seletividade alimentar, a criança está crescendo e se desenvolvendo adequadamente. Exames complementares poderão verificar se há a carência de vitaminas, cálcio, ferro ou algum outro nutriente importante e se há a necessidade de alguma suplementação.

Em casa, não faça das refeições um momento desagradável forçando a criança a comer o que não quer, chantageando-a ou castigando-a por isso. Isso só fará com que ela veja o fato de se alimentar como algo ainda pior.

Tente algumas estratégias:

- pratos coloridos sempre despertam a atenção das crianças, tente montá-los com os alimentos que já fazem parte da dieta alimentar do seu filho, dê um aspecto lúdico à hora da refeição;

- aos poucos varie o modo como prepara esses alimentos; mudando a princípio, a textura ou a cor de um mesmo alimento já pertencente à dieta. Por exemplo; se a criança “adora” batata frita, lhe apresente a batata cozida, assada ou o purê de batatas.

- no começo, dê mais atenção à variação no modo de preparo de um mesmo alimento, oferecendo-o mais vezes; e só depois, tente a inserção de um novo.

-  os colegas da escola ou um grupo de amigos podem contribuir nesse processo; as crianças tendem a imitar seus pares. Aproveite essa oportunidade e convide alguns amiguinhos "bons de garfo" para almoçar em casa, junto com seu filho; isso despertará sua curiosidade em experimentar novos alimentos.


Esse é um processo gradativo e que vai exigir dos pais um pouco de trabalho extra e uma dose generosa de paciência. Mas tenha certeza que o resultado será compensador!


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