quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O TDAH é uma doença inventada?

            Essa pergunta está em alta, muitas pessoas – inclusive profissionais – tem se perguntado isso. Há aqueles que defendem fortemente sua existência e por outro lado, aqueles que acreditam que suas características sejam apenas um modo “diferente” de ser neste mundo.
            O fato é que, independente de sê-lo ou não; muitas pessoas se reconheceram em seus critérios diagnósticos. E com base nisso, passaram a seguir algumas estratégias para reduzir o prejuízo que acreditavam ser decorrentes do TDAH, e realmente há diversos relatos de que houve significativa melhora em suas vidas.
            Quanto à medicação, isso já é outra história. Até onde se pode verificar, a ação do metilfenidato ainda não é totalmente conhecida, tampouco seus efeitos colaterais em longo prazo; por se tratar de um medicamento da família das anfetaminas (parente da heroína) e por este atuar diretamente do sistema nervoso cerebral, deve-se ter cautela em seu uso, mais especialmente, em crianças.
            A terapia medicamentosa é, por vezes, de grande valia e mesmo necessária no tratamento de alguns transtornos, mas mesmo nesses casos, não se está isento de seus efeitos colaterais.
            Assim, a polêmica sobre o TDAH, apesar de parecer assustadora neste momento, traz benefícios: haverá, com certeza, ampliação dos estudos e pesquisas a fim de comprovar ou não sua existência. Até lá, para aqueles que aceitam a sua veracidade, algumas mudanças ambientais e no comportamento em relação a essas crianças “superativas ou desatentas” podem trazer bons resultados, e o melhor, sem contraindicações.

Algumas dicas:

- rotina e organização são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sujeito, crianças desatentas ou inquietas podem se beneficiar ainda mais desse recurso;

- na hora de estudar, reserve um local onde a criança possa fazê-lo de forma tranquila, sem outros estímulos; o quarto nem sempre é o melhor lugar para isso, brinquedos, videogame ou televisão podem colaborar para a falta de concentração e a não conclusão das tarefas;

 - tarefas mais complexas ou que exijam maior empenho para sua realização podem, às vezes, desestimular ou dispersar a criança trazendo a ideia: “nunca vou conseguir fazer isso”. Verifique a possibilidade de dividi-la em etapas menores e mais simples;

- se necessário, crie um mural no local onde a criança estuda, liste as tarefas, pontos importantes da matéria a ser memorizada;

- a atenção está diretamente ligada ao grau de interesse que algo desperta na criança; se possível, alterne tarefas mais agradáveis àquelas mais entediantes;


- por último, tenha paciência, não faça comparações e SEMPRE elogie o progresso e as conquistas da criança.


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