Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de
perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se – seja
atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do
corpo. "O batimento cardíaco acelera porque têm que bombear mais sangue,
os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da
pressão arterial, entre outras coisas".
Atualmente, vivendo em cidades e enfrentando problemas bem
diversos dos da selva – como pressões para atingir metas –, o corpo continua
preparando-nos para lutar ou fugir quando nos sentimos ameaçados. Mas, em
geral, não partimos para a briga física, nem saímos em disparada. E toda a
adrenalina, por exemplo, liberada em nosso sangue, fica sem função.
Confira alguns sinais que podem indicar estresse:
·
sensação de desgaste constante;
·
alteração de sono (dormir demais ou pouco);
·
tensão muscular;
·
formigamento (na face ou nas mãos, por exemplo);
·
problemas de pele;
·
hipertensão;
·
mudança de apetite;
·
alterações de humor;
·
perda de interesse pelas coisas;
·
problemas de atenção, concentração e memória;
·
ansiedade;
·
depressão.
Causas
Os chamados estressores podem ser:
· internos: da própria pessoa, ligados a
características de personalidade, como perfeccionismo, pressa, querer fazer
tudo ao mesmo tempo.
· externos: do ambiente. Mudanças em geral, até
mesmo as positivas, desencadeiam estresse – porque exigem uma adaptação. Assim,
são grandes fatores estressantes externos, por exemplo: o nascimento de um
filho, mudanças profissionais (troca de emprego, promoção, demissão),
aposentadoria, mudança de casa, divórcio, doença ou morte de pessoas queridas.
Mas há também os pequenos, como o trânsito, que pode acabar tendo um peso importante
para muitas pessoas.
Como evitar e tratar
É bom lembrar que estresse todo mundo tem, mas até certo
ponto. No dia-a-dia, situações diversas apresentam-se para as pessoas, que se
adaptam a elas. "É preciso ter estresse para poder viver. O problema é quando
ele se torna excessivo, quando supera a capacidade de adaptação da pessoa ou
quando ele persiste por muito tempo".
Três procedimentos ajudam a tratar o estresse:
·
identificar os estressores;
·
aumentar a resistência pessoal a ele;
·
quando for possível, eliminá-lo.
Algumas atitudes simples podem evitar ou amenizar o
estresse:
·
dormir direito;
·
cuidar da saúde;
·
alimentar-se de forma saudável;
·
fazer atividades físicas;
·
proporcionar-se momentos de prazer;
·
refletir sobre a maneira de lidar com as
situações e buscar mudanças.
"Se com esses cuidados a própria pessoa não conseguir
controlar os níveis de estresse, deve procurar ajuda profissional",
aconselha a profissional.
(Extraído de: Hospital Israelita Albert Einstein)

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